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Poema: Almas Condenadas

Almas Condenadas

A escuridão agora surge. A lua apenas vislumbra. A noite fria insurge, Na tenebrosa penumbra.
Ecos inquietos profundos, Cantam em florestas. São os seres imundos, Não são coisas concretas.
Nas mentes doentes, Se enxerga o passado. Eles não são presentes, Pois na mente, foram esmiuçados.
Agora na noite cantam, Os desejos que um dia viveram. Em suas mentes se encantam, O que nos seus corações, um dia acenderam.
Almas agora desoladas. Não verão mais o caminho. Não serão mais amadas. Não sentirão mais carinho.
Tiveram na vida a chance, Mas se recusaram a sentir. O que tiveram ao alcance, Na morte, foi-se a se extinguir.
Antes, almas pulsantes. Sentiram um dia o vigor. Foram um dia amantes. Agora, não sabem o que é o amor.
Ó almas desoladas! Perdidas em seus castigos. Pelo destino amarradas, Aos seus pecados antigos.

Wesley San Peixoto

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